SPACs é destaque em evento do IDMC; saiba mais sobre esse assunto

Os SPACs (Special Purpose Acquisition Companies), ou companhias de propósito específico de aquisição, foram o centro da discussão de um evento realizado pelo Instituto de Desenvolvimento do Mercado de Capitais (IDMC) nessa quinta-feira, 22 de julho, no qual eu tive a honra de participar da abertura.

Depois da aula do Steve Sandretto, Paulo Gouvea, CEO e Chairmam da Itiquira Acquisition, deu show desmistificando a modalidade, trazendo um ponto de vista de quem sabe e faz acontecer!

Saiba mais sobre SPACs

SPACs no Brasil

Por enquanto, o país não trabalha com este modelo, ou Seja, não existem SPACs no Brasil. O que existe de mais próximo são as empresas Pré-operacionais. No entanto, estas ainda guardam grandes diferenças, entre elas a de que são constituídas para adquirir diversos projetos ao mesmo tempo, caso que não se assemelha ao das SPACS.

O poder financeiro

As SPACS ganharam mais visibilidade no mercado de ações norte americano. A partir de 2003 e Seguem um crescente de captação de recursos desde a primeira década deste milênio.

Somente nos primeiros 3 meses de 2008 elas levantaram cerca de 3,4 bilhões de dólares. Já em 2007 elas somaram um total de 66 IPOs com 12 bilhões de dólares capitados. Se comparado ainda ao ano anterior, 2006, foi uma subida de quase três vezes.

Segundo o portal Spacanalytics, no ano de 2020, as SPACs representaram a metade dos IPOs e dos investimentos apitados nos Estados Unidos. Esses números são endossados pelas cifras que se juntam aos 143 IPOs levantados naquele país no mesmo ano pelas SPACs. Esse montante chegou aos 83 bilhões de dólares levantados pelas empresas desse modelo.

IPOs das SPACs

Os papéis das SPACs, chamados units, são colocados à disposição com preços fixos. Normalmente, vêm atrelados a um bônus para a subscrição de ação ordinária. A oferta com preço fixo decorre do impedimento de valuation, uma vez
que não tem operações nessa modalidade. Os custos também tem valores reduzidos. Gastos como viagens de gestores e com taxas bancárias não passam de 20% dos montantes captados no IPO.

Trabalhando como exceção

As SPACs funcionam em um vazio regulatório. As empresas desse modelo não encontram parâmetros exatos de regulação legal. Nos Estados Unidos elas funcionam seguindo a norma 419 da lei que regulamenta as operações naquele pais, a Securities Act de 1933. O problema é que esta regra é destinada às empresas que operam abaixo de 5 milhões de dólares, o que não é o caso da maioria das SPACs.

Este cenário levou algumas bolsas do Estados Unidos a criarem resistências à modalidade. em seus primeiros anos. No entanto, atualmente, o cenário é outro e as SPACs estão em alta graças ao seu grande potencial.

SPACs à brasileira

Atualmente alguns especialistas brasileiros estão indicando a compra de ações de algumas SPACs. Segundo eles, pode ser uma grande chance de ganhos. No entanto, é importante alertar que mesmo apresentando altos retornos, também têm riscos ao mesmo nível. Uma das indicações das possíveis SPACs a explodirem nas bolsas norte americanas são aquelas que, quebrando a tradição, estão anunciando a futura aquisição de fabricantes de carros elétricos.

Para esses especialistas, até 2030, cerca de 16% da frota de carros mundial será movida a energia elétrica. Cenário este que aponta para interessantes negociações no ramo.

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