Categoria: Tudo sobre Governança

A governança corporativa no cenário de crescimento do tamanho das empresas brasileiras

Em entrevista ao Valor Econômico, o economista Eduardo Giannetti da Fonseca avalia a evolução do poder de barganha das empresas brasileiras no cenário internacional e a importância da governança corporativa para o crescimento do mercado de capitais. Confira, a seguir, a entrevista na íntegra: Empresas de grande porte fazem bem ao país, diz Giannetti Por Graziella Valenti, de São Paulo 01/06/2010 O economista Eduardo Giannetti da Fonseca acredita que é bom para o Brasil o crescimento do tamanho das companhias, que passam a ser atores importantes no cenário internacional. Para o especialista, professor do Insper e PhD em Economia pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, o risco de as sociedades se tornarem reféns de grupos gigantes pode ser controlado com a disciplina do próprio mercado, tanto testando a competitividade das empresas quanto exigindo maior transparência. Valor: Qual impacto econômico que a consolidação setorial e o “agigantamento” das companhias traz para o país? Eduardo Giannetti: É uma notícia bem-vinda, essa do crescimento do número de empresas de grande porte no Brasil. A consolidação de posições fortes de mercado não ocorre só no Brasil. É uma tendência mundial. Traz grandes ganhos de escala e a possibilidade de uma atuação mais presente num mundo globalizado, que exige porte para se tornar um ator relevante. O que me preocupa no Brasil é o desaparecimento da classe média das companhias. A gente não vê muita renovação no segmento das pequenas e médias com potencial de se tornarem grandes. Há um vácuo no segmento intermediário. Não se vê, por

Campanha ficha limpa: um salto na Governança do Estado Brasileiro

O projeto de Lei Complementar n° 518 de 2009, mais conhecido como Ficha Limpa, é um exemplo de como o tema Governança do Estado vem ganhando visibilidade na sociedade brasileira. O projeto que partiu de uma iniciativa popular, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), tem como objetivo tornar mais rígido os critérios de elegibilidades e melhorar o perfil dos candidatos a cargos eletivos no país. Apesar de mais de dois milhões de brasileiros terem assinado um abaixo-assinado favorável à aprovação do projeto, manobras para adiar a votação pelo Congresso foram articuladas. Isso desencadeou numa nova mobilização da sociedade civil, com envio de mais de 41 mil emails para cada deputado federal em exercício. Diante desse grito da sociedade à ética governamental, a questão também ganhou espaço na agenda da grande mídia, que passou, então, a cobrir o tema. Como resultado, o projeto já foi aprovado no Congresso Nacional, sem mudanças no texto da Lei, e agora aguarda a sanção presidencial. Além de estender o período que impede a candidatura, que passaria a ser de oito anos e, tornar os processos judiciais mais rápidos, o Projeto de Lei Ficha Limpa ainda pretende aumentar as situações que impeçam o registro da candidatura de: Pessoas condenadas em primeira ou única instância ou com denúncia recebida por um tribunal – no caso de políticos com foro privilegiado – em virtude de crimes graves como: racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas. Essas pessoas devem ser preventivamente afastadas das eleições até que resolvam

10ª Pesquisa Global de Fraudes da Ernst & Young revela crescimento da corrupção empresarial

A 10ª Pesquisa Global de Fraudes da Ernst & Young revela crescimento da corrupção empresarial. O levantamento ainda revela certo desconhecimento do empresariado em relação às leis internacionais antifraudes, Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) e alerta sobre a emergência de se criar políticas de anticorrupção mais eficazes para reduzir o número de fraudes dentro das empresas. Confira os principais resultados do estudo: Prejuízos gerados pelas fraudes: Somente os dez principais processos do FCPA de 2007 somaram mais de US$ 175 milhões em multas. Já o número de casos investigados pelo comitê anticorrupção da OECD – que envolve 36 países – subiu de 51, em 2005, para 270, em 2007. Um em cada quatro entrevistados admite ter tido problemas relacionados à corrupção nos últimos dois anos; Setores mais suscetíveis à corrupção: mineração: 47%; serviços públicos: 43%; seguros: 41%. Responsabilidade pessoal em fraudes, suborno e corrupção: 76% dos entrevistados notaram que os Conselhos de Administração estão mais preocupados com a possibilidade da responsabilidade pessoal em fraudes, suborno e corrupção: Conselho da América Latina: 95%; Conselho do Oriente Médio e África: 87%; Conselho da Europa Central e Oriental: 84%; Conselho da Austrália: 81%. Medidas de proteção: Apesar da percepção dos executivos da área financeira (CFOs) sobre o aumento do número de fraudes e corrupção, as medidas de proteção ainda são escassas e insuficientes. Na Europa Ocidental, por exemplo, enquanto nos últimos dois anos, os casos de fraude empresariais saltaram de 10% para 21%, apenas quatro em cada dez CFOs foram acionados para revisar controles antifraude, e

Evolução dos padrões da Governança do Estado Brasileiro

A cada biênio, o World Bank Institute (WBI) faz uma avaliação dos padrões da Governança do Estado em mais de 212 países. A abordagem que foi desenvolvida por Daniel Kofmann é fundamentada em seis fatores: Liberdade de voz e voto, poder da opinião pública e prestação de contas à sociedade; Estabilidade política e das Instituições; Efetividade do Governo; Qualidade do ambiente regulatório; Aplicação efetiva das leis- enforcement  x impunidade; Controle da corrupção, em todas as suas manifestações. Veja a evolução do posicionamento do Estado Brasileiro na avaliação dos padrões da Governança do Estado, de acordo com os critérios acima citados: Leia também: Metodologia dos 8P da governança

A universalidade dos princípios de governança corporativa

A base ética da governança consiste nos princípios. Por sua universalidade, eles estão presentes nos códigos de boas práticas hoje editados em todas as partes do mundo. Os fundamentos valorizados são compliance, disclosure e accountability. Leia mais sobre Princípios, um dos 8Ps da governança corporativa. Confira também a síntese conceitual sobre cada P da Governança Corporativa!

Blog “Governança Já” na web

As experiências vivenciadas no mundo corporativo aliadas ao mundo acadêmico estimularam a criação deste blog, que procura fomentar as discussões e elucidar temas como governança corporativa, governança do estado e governança global. Pautado nas percepções pessoais da autora, tendo em vista a dificuldade do entendimento conceitual do tema e a consequente transposição para o dia a dia das empresas, instituições políticas, privadas e estatais, bem como a aderência do público em geral aos valores de governança, são cada vez mais questões pertinentes, inseridas no campo estratégico da diversidade e complexidade dos cenários contemporâneos. Os quatro valores da Governança, Fairness, Accountability, Disclosure e Compliance, são percebidos como um grito da sociedade à ética governamental e corporativa, ao resgate do senso de justiça, da prestação responsável de contas, da transparência nas relações institucionais com todos os seus stakeholders e da conformidade legal em todas as instâncias. Provocar esta discussão e clarear conceitos são alguns dos objetivos deste blog. Juntos iremos construí-lo. Gostaria de contar com a sua participação, por meio de um envolvimento construtivo, competente e íntegro! Atenciosamente, Adriana de Andrade Solé