10ª Pesquisa Global de Fraudes da Ernst & Young revela crescimento da corrupção empresarial

A 10ª Pesquisa Global de Fraudes da Ernst & Young revela crescimento da corrupção empresarial. O levantamento ainda revela certo desconhecimento do empresariado em relação às leis internacionais antifraudes, Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) e alerta sobre a emergência de se criar políticas de anticorrupção mais eficazes para reduzir o número de fraudes dentro das empresas. Confira os principais resultados do estudo:

  1. Prejuízos gerados pelas fraudes:

    Somente os dez principais processos do FCPA de 2007 somaram mais de US$ 175 milhões em multas. Já o número de casos investigados pelo comitê anticorrupção da OECD – que envolve 36 países – subiu de 51, em 2005, para 270, em 2007. Um em cada quatro entrevistados admite ter tido problemas relacionados à corrupção nos últimos dois anos;

  2. Setores mais suscetíveis à corrupção:

    • mineração: 47%;
    • serviços públicos: 43%;
    • seguros: 41%.
  3. Responsabilidade pessoal em fraudes, suborno e corrupção:

    76% dos entrevistados notaram que os Conselhos de Administração estão mais preocupados com a possibilidade da responsabilidade pessoal em fraudes, suborno e corrupção:

    • Conselho da América Latina: 95%;
    • Conselho do Oriente Médio e África: 87%;
    • Conselho da Europa Central e Oriental: 84%;
    • Conselho da Austrália: 81%.
  4. Medidas de proteção:

    Apesar da percepção dos executivos da área financeira (CFOs) sobre o aumento do número de fraudes e corrupção, as medidas de proteção ainda são escassas e insuficientes. Na Europa Ocidental, por exemplo, enquanto nos últimos dois anos, os casos de fraude empresariais saltaram de 10% para 21%, apenas quatro em cada dez CFOs foram acionados para revisar controles antifraude, e apenas 12%, receberam a solicitação para desenvolver relatório sobre riscos de fraude;

  5. Ferramentas de proteção:

    Metades dos gestores jurídicos entrevistados afirmaram que o significado dos emails para as investigações têm aumentado. Apesar disso, 35% deles dizem planejar cortes em gastos com armazenamento e monitoramento de emails.

Confira a íntegra da 10ª Pesquisa Global de Fraudes.

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